Frente clínica

Catarata com a retina avaliada antes da decisão

A catarata embaça a visão aos poucos, e a cirurgia troca a lente natural do olho. Como minha formação é em retina, avalio o fundo do olho antes de operar, para conversar com honestidade sobre o resultado esperado.

Dr. Thiago Barros de OliveiraMédico oftalmologista · CRM-CE 17.503 · RQE 11.842

  • O essencialCatarata é a perda de transparência do cristalino, a lente natural do olho.
  • O momentoNão existe grau que obrigue a operar. Pesa o quanto a visão limita a sua rotina.
  • Antes de operarA retina é examinada, porque é ela que forma a imagem.
Em uma frase

O que é catarata

É quando o cristalino, a lente natural do olho, deixa de ser transparente. O tratamento é cirúrgico, e o momento de operar varia de pessoa para pessoa.

A catarata é a perda de transparência do cristalino, a lente natural que fica atrás da pupila. Ela costuma avançar devagar, com visão que embaça, cores que perdem intensidade e desconforto crescente com luz forte e com faróis à noite.

A cirurgia substitui o cristalino opaco por uma lente intraocular. O que muitas vezes não é explicado é que o cristalino apenas conduz a luz. Quem transforma essa luz em imagem é a retina, e duas pessoas com cataratas parecidas podem ter expectativas de resultado bem diferentes se uma delas tiver alguma alteração retiniana.

O que esta página não fazEsta página não promete resultado visual, não compara marcas de lente e não substitui a avaliação individual. O resultado depende do olho de cada pessoa.

Veja a diferença

Como a catarata muda a visão

Arraste o controle e observe as luzes, as cores e a nitidez.

O que muda com a catarata

A visão embaça aos poucos, as cores perdem intensidade e as luzes passam a ter brilho e halos, principalmente à noite. Como a mudança é lenta, muita gente se adapta sem notar o quanto já perdeu.

O grau no exame não decide sozinho o momento de operar. O que decide é o quanto a catarata atrapalha o que você precisa fazer.

Simulação conceitual de uma cena noturna. A percepção real varia de pessoa para pessoa.

ALDEOTACristalino transparente

Sinais que merecem avaliação

A evolução costuma ser lenta, e muita gente se adapta sem perceber o quanto já mudou.

  • Visão embaçadaQue não melhora com a troca dos óculos.

  • OfuscamentoSensibilidade à luz, principalmente ao dirigir à noite.

  • HalosCírculos de brilho ao redor de faróis e lâmpadas.

  • Cores apagadasTons menos vivos ou amarelados.

  • Mais luz para lerNecessidade de iluminação mais forte.

  • Grau que muda muitoTroca frequente dos óculos.

A lente e a retina

A lente conduz a luz.
A retina forma a imagem

Duas pessoas com cataratas parecidas podem ter resultados diferentes. Veja por quê.

Cristalino transparente, retina saudável

A luz atravessa o cristalino, é focada sobre a mácula e a retina a transforma em uma imagem nítida.

Cristalino opaco, retina saudável

A catarata espalha a luz antes que ela chegue à retina. A imagem fica embaçada, com brilho e halos. A retina está pronta para receber uma luz melhor.

Lente nova, retina com alteração

A cirurgia devolve a transparência e a luz volta a chegar focada. Se a mácula tem alguma alteração, é ela que passa a limitar a imagem. Saber disso antes muda a conversa sobre o resultado esperado.

Esquema didático. O resultado visual depende do olho de cada pessoa e não pode ser prometido.

AaAacristalinomáculao que se vêEsquema didático
Da avaliação ao retorno

Como conduzo a decisão

O critério para operar não é a aparência da catarata no exame, e sim o impacto dela na sua vida.

  1. Etapa 1

    Medir o impacto real

    O critério para operar não é a aparência da catarata no exame, e sim o quanto ela atrapalha o que a pessoa precisa fazer.

  2. Etapa 2

    Examinar a retina

    A avaliação do fundo do olho antes da cirurgia é o que permite estimar o resultado visual com honestidade.

  3. Etapa 3

    Planejar a lente

    A escolha da lente intraocular considera medidas do olho, hábitos, expectativa e eventuais limitações da retina.

  4. Etapa 4

    Acompanhar depois

    O retorno confirma a recuperação e é também a oportunidade de reavaliar a retina com o olho já transparente.

Os exames antes da cirurgia

Cada exame responde a uma pergunta, da lente que o olho precisa ao estado da retina.

A pergunta que ele responde

Qual é o tipo e o grau da opacidade?

Exame com lâmpada de fenda

Observa o cristalino em detalhe e caracteriza o tipo e o grau da opacidade.

A pergunta que ele responde

Existe alguma alteração na periferia da retina?

Mapeamento de retina

Avalia o fundo do olho antes da decisão cirúrgica, quando a opacidade ainda permite essa visão.

A pergunta que ele responde

Como estão as camadas da retina?

Tomografia de coerência óptica

Mede a mácula e identifica alterações que podem limitar o resultado visual depois da cirurgia.

A pergunta que ele responde

Qual lente este olho precisa?

Biometria

Mede o olho para calcular a lente intraocular que será implantada.

A pergunta que ele responde

O que existe atrás de uma opacidade?

Ultrassonografia ocular

Indicada quando a catarata é densa e impede a avaliação direta da retina.

A escolha da lente

Não existe lente melhor para todo mundo

Existe a lente mais adequada para cada olho, cada rotina e cada expectativa.

  1. Lente monofocal

    Foco em uma distância. Costuma oferecer boa qualidade de imagem e geralmente mantém a necessidade de óculos para perto.

  2. Lente tórica

    Corrige astigmatismo relevante da córnea e pode ser combinada com outros tipos.

  3. Lentes de foco estendido e multifocais

    Ampliam a independência de óculos, mas podem provocar halos e brilho ao redor de luzes, principalmente à noite, e nem todo olho é candidato.

A escolha é uma conversa, e não um catálogo.

Entender meu próximo passo
Dr. Thiago Barros de Oliveira
Dr. Thiago Barros de OliveiraCRM-CE 17.503 · RQE 11.842 · Oftalmologia
Quem acompanha você

Catarata vista por quem cuida da retina

Como minha formação é em retina, avalio o fundo do olho antes de qualquer decisão sobre catarata. É essa avaliação que me permite conversar com honestidade sobre o resultado que você pode esperar.

  • PráticaRealiza cirurgia de catarata.
  • PesquisaCoautor de ensaio clínico randomizado sobre colírios no controle da inflamação após a cirurgia de catarata.
  • PublicaçãoCoautor do capítulo Combined Surgery, sobre cirurgias combinadas, na obra Diseases of the Retina and Vitreous.
Perguntas frequentes

Dúvidas que aparecem na consulta

Qual é o momento certo de operar?

Quando a catarata passa a limitar o que você precisa fazer, como ler, trabalhar ou dirigir. Não existe um grau fixo que obrigue a cirurgia, e esperar demais também tem custo.

A catarata volta depois da cirurgia?

O cristalino removido não volta. Parte das pessoas desenvolve uma opacidade na membrana que sustenta a lente implantada, que é resolvida em procedimento ambulatorial com laser.

Por que avaliar a retina antes de operar catarata?

Porque a lente conduz a luz e a retina forma a imagem. Se houver alteração na retina, o resultado esperado muda, e é melhor saber disso antes da cirurgia do que depois.

Catarata tem cura sem cirurgia?

Não. Nenhum colírio, suplemento ou exercício reverte uma catarata já formada. O tratamento definitivo é cirúrgico e a indicação é individual.

Vou parar de usar óculos depois da cirurgia?

Depende do tipo de lente escolhida e das características do seu olho. Algumas opções aumentam a independência de óculos, mas nenhuma garante a dispensa completa em todas as situações.

A cirurgia dói?

O procedimento é realizado com anestesia. Sensações e desconfortos possíveis, no dia e nos dias seguintes, devem ser explicados na avaliação, junto dos riscos e dos cuidados.

Próximo passo

Pensando em operar a catarata? Comece por uma avaliação completa

A consulta avalia a catarata e a retina, e termina com uma conversa clara sobre o momento e as opções.

  • CLDO, Centro de Laser e Diagnose OcularRua Ildefonso Albano, 1373, Aldeota, Fortaleza.

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