Frente clínica

Mácula e DMRI o cuidado com a visão central

A mácula é a região da retina que permite ler e reconhecer rostos. Acompanho a degeneração macular e outras alterações dessa região com imagem detalhada, comparada ao longo do tempo.

Dr. Thiago Barros de OliveiraMédico oftalmologista · CRM-CE 17.503 · RQE 11.842

  • O essencialDMRI é a degeneração macular relacionada à idade. Ela atinge a visão central.
  • AtençãoLinhas tortas ou mancha central que surgem de repente pedem avaliação em pouco tempo.
  • O cuidadoDepende da forma e do estágio. A imagem repetida mostra quando acompanhar e quando tratar.
Em uma frase

O que é a mácula, e o que é DMRI

A mácula é o centro da retina, responsável pela visão de detalhes. DMRI é a degeneração dessa região relacionada à idade, mais comum a partir dos 50 anos.

A mácula é a área central da retina. É ela que permite ler, reconhecer rostos e perceber detalhes finos. Alterações nessa região costumam aparecer antes na qualidade da visão do que na quantidade, e por isso podem ser percebidas mesmo quando a pessoa ainda enxerga bem de longe.

A degeneração macular relacionada à idade, conhecida pela sigla DMRI, é uma das condições que atingem essa região. Existem apresentações diferentes, com ritmos e condutas próprias, e a distinção entre elas depende de exame e de imagem.

Informação, não diagnósticoCada sintoma pode ter causas diferentes. A relação entre sinais, exames e diagnóstico só é definida em uma avaliação individual.

Veja a diferença

Como a mácula muda o que se vê

Escolha uma situação para ver o efeito sobre a visão central.

Visão central preservada

As linhas da grade aparecem retas e o ponto do centro é visto com nitidez.

Distorção

Linhas retas passam a parecer onduladas ou tortas. É um dos primeiros sinais de que algo mudou na mácula, e merece avaliação em pouco tempo.

Mancha central

Uma área borrada, acinzentada ou escura aparece no centro. A visão lateral costuma continuar, o que explica por que a pessoa se orienta bem e mesmo assim não consegue ler.

Simulação conceitual sobre uma grade do tipo Amsler. Não é um teste de visão. Só o exame define o que está acontecendo.

Simulação conceitual

Sinais que merecem avaliação

Alterações da mácula costumam aparecer antes na qualidade da visão do que na quantidade.

  • Linhas onduladasLinhas retas, como batentes e azulejos, parecem tortas.

  • Mancha no centroUm borrão fixo no meio da visão.

  • Dificuldade para lerMesmo com os óculos atualizados.

  • Mais luz para as mesmas tarefasNecessidade de iluminação mais forte do que antes.

  • DMRI em um dos olhosO outro olho precisa ser acompanhado.

Mudança súbitaDistorção nova das linhas retas ou mancha central que aparece de repente pede avaliação em pouco tempo.

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Duas formas

Seca ou neovascular: condutas diferentes

A distinção depende de exame e de imagem. Uma forma pode se transformar na outra, e por isso o acompanhamento continua.

Forma seca

Evolui devagar, e é a mais frequente

O que acontece
Depósitos chamados drusas se acumulam sob a mácula. Em fases avançadas podem surgir áreas de atrofia.
Como costuma evoluir
Ao longo de anos, muitas vezes com poucos sintomas no início.
O que costuma ser feito
Acompanhamento com imagem, cuidado com fatores de risco e, em estágios específicos, suplementação quando indicada.
Forma neovascular

Menos comum, e pede resposta rápida

O que acontece
Vasos anormais crescem sob a mácula e deixam escapar líquido ou sangue. Também é chamada de forma úmida.
Como costuma evoluir
Em semanas, com distorção ou mancha central que aparecem de repente.
O que costuma ser feito
Medicação aplicada dentro do olho, em esquema acompanhado por imagem. O tempo até o início do tratamento influencia o resultado.

A imagem guia cada decisão

Nenhum exame diagnostica sozinho. Imagens repetidas ao longo do tempo mostram estabilidade ou progressão.

A pergunta que ele responde

Como estão as camadas da retina?

Tomografia de coerência óptica

Corte das camadas da mácula, que identifica líquido, espessamento, tração e afinamento com precisão de micrometros.

A pergunta que ele responde

Como o fundo do olho está hoje, para comparar depois?

Retinografia

Fotografia do fundo do olho, usada para documentar o aspecto da mácula e comparar ao longo do seguimento.

A pergunta que ele responde

Como está a camada que sustenta os fotorreceptores?

Autofluorescência

Mostra o comportamento do epitélio pigmentar e ajuda a delimitar áreas de atrofia.

A pergunta que ele responde

Como está a circulação da retina?

Angiografia e angio-OCT

Avaliam a circulação da retina e podem identificar neovascularização quando há suspeita clínica.

O que pode ser feito, e quando

As possibilidades abaixo existem na literatura e na prática clínica. Qual delas se aplica a você depende do diagnóstico, do estágio e do seu olho.

  1. Acompanhamento e autocuidado

    Parte das apresentações é acompanhada com intervalos definidos, orientação sobre tabagismo, proteção solar e uso da tela de Amsler em casa.

  2. Suplementação quando indicada

    Algumas formas e estágios podem se beneficiar de fórmulas específicas, o que é decidido caso a caso e não vale para todo mundo.

  3. Medicação intravítrea

    Aplicações dentro do olho são usadas em apresentações com neovascularização ou edema, em esquema definido e acompanhado por imagem.

  4. Cirurgia em situações específicas

    Buraco macular e membrana epirretiniana com repercussão visual podem ter indicação cirúrgica.

Cada caso tem um próximo passo diferente.

Entender meu próximo passo
Dr. Thiago Barros de Oliveira
Dr. Thiago Barros de OliveiraCRM-CE 17.503 · RQE 11.842 · Oftalmologia
Quem acompanha você

Imagem lida com critério

Nas doenças da mácula, a imagem é a principal aliada. Comparo os exames ao longo do tempo para decidir com segurança quando basta acompanhar e quando é hora de tratar.

  • FellowshipRetina e Vítreo no CLDO, Centro de Laser e Diagnose Ocular, de 2021 a 2023.
  • PublicaçãoCoautor do capítulo sobre Tomografia de Coerência Óptica no livro 5 Faces da Imagem na Oftalmologia.
  • PesquisaCoautor de ensaio clínico sobre a prevenção do edema macular cistoide após a cirurgia de catarata.
Perguntas frequentes

Dúvidas que aparecem na consulta

DMRI leva à cegueira total?

A degeneração macular atinge a visão central e costuma poupar a visão periférica. Mesmo em estágios avançados, a maior parte das pessoas mantém a capacidade de se orientar no espaço, o que não diminui o impacto da perda central.

Existe tratamento?

Existem condutas, e elas dependem da forma e do estágio. Algumas apresentações são acompanhadas, outras recebem medicação dentro do olho. O objetivo é preservar a função possível e reduzir o ritmo da perda.

Preciso me preocupar se um parente tem DMRI?

História familiar é um dos fatores associados, junto com idade e tabagismo. Ela não determina o diagnóstico, e é motivo razoável para fazer uma avaliação da retina e conhecer o seu ponto de partida.

Qualquer vitamina ajuda?

Não. As formulações estudadas são indicadas apenas em situações específicas. Uma avaliação deve determinar se há benefício e segurança para cada pessoa.

A injeção no olho dói?

O procedimento é realizado com anestesia local. O desconforto e os cuidados posteriores devem ser explicados antes, junto dos riscos e da frequência esperada.

Próximo passo

Notou mudança na visão central? A avaliação começa pela imagem da mácula

Traga exames anteriores, se tiver. Comparar com o que já foi registrado ajuda a entender a evolução.

  • CLDO, Centro de Laser e Diagnose OcularRua Ildefonso Albano, 1373, Aldeota, Fortaleza.

  • De segunda a sábado, com horário marcadoDia e horário são confirmados com a equipe.

  • Convênio ou particularConfirme a cobertura do seu plano no agendamento.